UKALU

::: UKALU :::
(APRESENTAÇÃO)

Kwa Dianda Nzo Ia Tumbansi Twa Nzambi Ngana Kavungu

(A Comunidade Casa Pedaço de Terra do Deus Senhor dos Mistérios)
Casa de cultura e tradição ancestral congo-angola - Bantu

Nganga-Nkisi Katuvanjesi


Kwa kioso kutambujila kiami dikamba ia kiami mapangi
[Eu vos saúdo meus amigos e meus irmãos]


Kwa Nzambi bana kibuku wa kioso
[Que Deus dê prosperidade a todos vocês]

 

Nganga-Nkisi Katuvanjesi - Walmir Damasceno

Nganga-Nkisi Katuvanjesi - Walmir Damasceno, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, quando aguardava o embarque para o seu retorno ao Brasil.

 

(Um dos mais respeitados e consagrados sacerdotes de candomblé de tradição congo-angola da América do Sul e Caribe, segundo o Centro Internacional das Civilizações Bantu - Ciciba)

Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu - ILABANTU,  entidade conservadora e mantenedora do Nzo Ia Tumbansi Twa Nzambi Ngana Kavungu - Casa Pedaço de Terra do Deus Senhor dos Mistérios - Terreiro Candomblé que mantém e conserva a cultura e tradição ancestral congo-angola(Bantu), dirigido e organizado por Nganga-Nkisi Katuvanjesi -  Walmir Damasceno, que é formado em Comunicação Social com especialização em jornalismo e jornalista de profissão, sacerdote de candomblé de matriz kongo-angola, e um dos mais respeitados sacerdotes de candomblé do Brasil.
Baiano do município de Barra do Rocha, região cacaueira do sul da Bahia foi iniciado no candomblé em 22 de setembro de 1974 no Terreiro Santa Luzia Tumbenci Filho, no bairro de boca do Rio, em Salvador, e é descendente direto do primeiro terreiro de candomblé congo-angola fundado na Bahia por  Maria Nenén, precisamente Maria Genoveva do Bonfim, Nengwa Kwa Nkisi Twenda kwa Nzaambi, do Nkisi Kavungu.

Dando prosseguimento a sua vida religiosa, Nganga-Nkisi Katuvanjesi tomou as obrigações de 1, 3 e 7 anos com d. Silzélia Bispo da Silva, Nengwa kwa nkisi Nvujiká, do Tarreiro Nvujiká, na rua Protógenes Jaqueira, 257, Bairro da Democracia, em Ipiaú (Bahia), em 1986.
No ano de 1989 tomou obrigação de 14 anos no Inzo Ia Tumbansi, quando este funcionava na rua Anízio Moreira, 89, Parque Peruche, bairro Casa Verde, zona norte de São Paulo, pelas mãos de d. Ilza Rodrigues Pereira dos Santos, Nengwa kwa Nkisi  e seu filho carnal, Gilvan Rodrigues Pereira, Tata Kwa Nkisi Kajiongongo, do Terreiro Matamba Tombenci Neto, de Ilhéus - Bahia.
Atualmente, pertence ao Kioxi Tumbenci (Terreiro Tumbenci), Nzo(Casa) matriz, sediado na rua Nossa Senhora da Conceição, nº 206-E, bairro Tancredo Neves (antigo Beru), na periferia de Salvador-Bahia, espaço este onde se encontram guardados os pertences sagrados da saudosa e lendária Nengwa kwa nkisi Tuenda kwa Nzambi.
O Terreiro Tumbenci, a morada de Tat`etu Kavungu, nkisi tutelar da matriarca das tradições religiosas afro bantu no Brasil, Maria Neném, foi reerguido e está vivo e tratado com muito zelo,  e se tornou o grande referencial de candomblé de origem e influência bantu,  recuperado pela Nengwa Kwa Nkisi Lembamuxi, d. Gereuna Passos Santos, sua atual sacerdotisa que presidiu e conduziu com muita determinação, experiência, saber e respeito que lhe é peculiar, as suas obrigações de 21 anos realizadas em maio de 2003 no Inzo Ia Tumbansi quando este funcionava no bairro do Tanquinho, em Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana leste da Grande São Paulo.
Sua iniciação no candomblé deu-se aos onze anos de idade por apresentar sérios problemas de saúde; não andava, se arrastava pelo chão e seu corpo apresentava ferimentos em toda sua extensão. Seus pais, pequenos lavradores, eram católicos fervorosos e não acreditavam que a tradição afro pudesse trazer-lhe a cura. Eram tomados de temor e receio causados pelo preconceito e pela discriminação, tão comuns em nosso país. No entanto, uma tia o levou a um terreiro de candomblé, onde permaneceu enclausurado por três meses durante seu processo iniciático. Só após essa iniciação e ser tomado pela Divindade, o nkisi(santo) Kavungu, é que foi experimentando sensíveis melhoras e voltou a andar. Como retribuição foi predestinado a desenvolver essa atividade, a de sacerdote do culto e cumprir essa responsabilidade.
Em 1987, como milhares de outros nordestinos, sai da Bahia com destino a São Paulo. Chegando aqui se encantou com a selva de pedra, acabou ficando, e concomitante às suas ocupações profissionais, passa então, a fazer um trabalho de resgate da cultura Bantu no Brasil. Seu trabalho já ultrapassa fronteiras, e sua intenção é a de adquirir e implantar no seu terreiro o conhecimento do que existe na África Central que permanece aqui no Brasil, fazendo parte da cultura religiosa afro-bantu. Para tal empreendimento, tem se acercado de pesquisadores e homens de cultura que tem visto nele um empreendedor cultural na esfera religiosa afro-bantu.
A cultura Bantu faz parte da alma do povo brasileiro. Com seu trabalho de pesquisa pode constatar que a contribuição bantu pode ser percebida nos costumes do povo, nos falares, na maneira de ser da brasilidade.
Além de dirigir, na qualidade de Nganga diama (Sacerdote supremo) o Nzo Ia Tumbansi é também membro do Conselho Deliberativo deste, é diretor-presidente da Federação Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira(Fenatrab), diretor da Ordem das Entidades Afro Brasileiras(OEAB), coordenador no Estado de São Paulo da Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro(Fenacab, ex-Febacab, Bahia), diretor de relações internacionais da Confederação das Tradições Bantu no Brasil(Cobantu), representante para América do Sul e  Caribe do Centro Internacional das Civilizações Bantu(Ciciba), presidente do Conselho Municipal do Negro(Conegro, órgão instituido pela Lei Municipal nº 1.840 de 27.10.2007 - Itapecerica da Serra/SP), membro do Coletivo Garantia de Luta dos Mandatos dos Deputados Simão Pedro e Paulo Teixeira, respectivamente, (Líder do PT na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo), e deputado Federal, colunista do jornal U&C Tribuna Afro Brasileira.

 

Da direita para esquerda: profª Drª Ângela Diaz(Venezuela), Nganga-Nkisi Katuvanjesi, Mõnica(Peru) e Adan Parreno, Rede Mundo Afro(Uruguai)


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