Tata Katuvanjesi confirma presença no Seminário "Povos Tradicionais de Terreiro - Território das Matrizes Africanas no Brasil"

O Tata Katuvanjesi – Walmir Damasceno, sacerdote do Inzo Tumbansi Tua Nzambi Ngana Kavungu – Terreiro de Candomblé de Tradição Congo-Angola, instituição que tem sua manutenção e conservação sob a responsabilidade do Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu (Ilabantu), estabelecido no município de Itapecerica da Serra, região metropolitana sul da Grande São Paulo, foi convidado e confirmou participação no Seminário "Povos Tradicionais de Terreiro - Território das Matrizes Africanas no Brasil", que acontecerá nos dias 14 e 15 de dezembro de 2011, em Brasília.

Tata Nkisi Katuvanjesi, que estará presente  no Seminário "Povos Tradicionais de Terreiro - Território das Matrizes Africanas no Brasil", dias 14 e 15 de dezembro, em Brasilia, DF

O convite foi formulado ao Sacerdote pela professora e historiadora Silvany Euclênio, diretora de Programas da Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Seppir.

O objetivo do evento é promover um diálogo entre gestores/as e técnicos/as do governo federal com lideranças tradicionais de matriz africana, que possibilite o levantamento de subsídios para a elaboração de políticas públicas para os povos tradicionais de terreiro, à luz do PPA 2012-2015, e se justifica amparado e no cumprimento do decreto 6040/2007, que estabelece a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, coloca na pauta do governo diversos segmentos populacionais em situação de extrema vulnerabilidade, entre eles os povos tradicionais de matriz africana. As políticas públicas voltadas para esta parcela da população tem se ampliado a partir de então, entretanto, em se tratando dos povos de terreiro a dificuldade tem sido muito grande, principalmente pela identificação imediata e limitada de tais territórios como espaços de prática religiosa, o que esbarra tanto na laicidade do Estado, como também no racismo que permeia as estruturas nacionais, em relação aos afro-descendentes. 

Em 2011 a SEPPIR conseguiu alguns avanços no âmbito do governo, com a inserção dos povos de terreiro no PPA 2012-2015, como também pela elaboração de um conceito capaz de desvelar a importância histórica e cultural para o país, e a importância sócio-econômica para as suas comunidades de referência.

Em seu papel de articular e monitorar políticas públicas desenvolvidas pelos demais ministérios em relação ao povo negro, a SEPPIR promoverá ente diálogo que deverá subsidiar a elaboração das políticas públicas para os terreiros.

Segundo a Seppir, que tem a frente à ministra Luiza Bairros, o resultado esperado será na produção de documento que contenha subsídios governamentais e da sociedade civil para a elaboração de um Plano Integrado de Atenção aos Povos Tradicionais de Matriz Africana, a ser implementado a partir de 2012.

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