OVIMBUNDU, AMBUNDU e mais
OVIMBUNDU, AMBUNDU e mais, construidas sob uma unica regencia social a ancestralidade
E obscuro, a historico e ofensa as origens designar uma grande civilizacao em bantu e yoruba. Por encontrarmos aqui um contraste e um elemento de confusao que prejudica em grande escala a dinamica do termo “bantu”, pessoas, ao se pretender designar nos estudos africanos sobre a ‘pessoa humana’ eclipsada com a designacao do que devia ser para tao somente para estudos em ‘linguistica africana’.
Quando se trabalha sobre olhares e logicas exogenas, alienamos nossos principios fundantes. Passando a meros instrumentos ou objetos de estudo. A Africa, o nosso povo, tem uma identidade, repetimos, por isso e necessario cuidados SERIOS para que o continente sofrido durante quase quinhentos seculos de exploracao e escamoteamento socio-religioso e politico se re-erga atraves de seus e suas filhas fora e dentro do continente.
As vezes escritores afrodescendentes como Nei Lopes e africanos de uma ascendencia social identificada que dependem de ajustes ideologicos apostadas nas anulacoes que assimilaram os modos e valores ocidentais nao conseguem pensar africanamente por causa de um frenesi euro-bandombe racional que desarraiga a africanidade da Cognatus ergo sum (sou por parentesco por isso sou) e fazem qualquer coisa. A intelectualidade nesse caso e sempre o da visao eurocentrista que se nega superar o estigma e o superfluo. Tudo em nome de lucros que suas obras possam oferecer cujo fim e o deixa estar do maligno capital.
E necessario uma isencao. A postura do escritor/a afrodescendente ou africano/a nao pode ser o lucro e a mais valia, e sim o resgate de uma civilizacao milenar que deve se transformar em secular. Para tal e necessario o rigor cientifico fundamentado na propria africanidade, e nao nos espurios do mercado capitalista que esquece o ser e a alteridade. Como diziamos, o rigor deve ter um nome: a pesquisa no local do objeto e a consulta aos dominantes de tal lingua. Essa maneira aponta para a superacao de algo que antes nao tinha sido tratado como tal. Essa e a reivindicacao de nossos/as ancestrais.
No caso, Nei Lopes tomou todas proposicoes do lexico da ascendencia colonial e tinham como interesse hegemonico dominar as linguas africanas, no afa de que a coisa africana nao tinha rigor cientifico para dar. Por isso aleivosamente se propos a senda de se aportuguesar tudo. As vezes a portuguesar, como muitos reclamaram no encontro e apagar a memoria e a resistencia de um povo. Se outras linguas se evidenciam criando locucoes adverbiais qual e a necessidade de aportuguesar tudo. Porque nao termos no lexico internacional e na tabela Periodica nossas locucoes, setencas adverbiais e simbolos? Mesmo que se queira aportuguesar e necessario seguir criterios: Por exemplo : aportuguesar NKISI o elemento que participa da realidade cosmica, da configuracao do muntu, pessoa; da cosmovisao e do erguimento e reodenamento da vida da comunidade para ‘inquises’ (in+qui+ses)e profano na medida que voce prejudica a essencia do objeto. Amenos que esses intelectuais apostam para ANAMNESIA E AMNESIA COLETIVA cultural. Em portugues a particula IN tem o sentido de ‘para dentro’. E necessario conhecer profundamente as duas linguas para evitar distorcoes crassas que ferem a magnitude da lingua. No minimo podemos transliterar o termo evitando erros abruptos premeditados ou provindo de uma dada limitacao.
Nei Lopes ao depender de termos que se encontram nos nossos dicionarios e enciclopedias da lingua portuguesa repetiu o mesmo erro ao tirar do papel para o outro papel que e o seu livro, o termo Kimbundu banza que ele deu o significado de instrumento musical. ‘Nao e certo, pois a paLavra para instrumento e banzo; banza e o imperativo do verbo pensar que e kubanza. Tem mais termos que a sua obra degrada inescrupulosamente. E parte da nossa IDENTIDADE conservar a nossa historia por meio da escrita e nao embranquece-la para confundi-la. A oralidade e um valor a conservar.
Por outro lado , como pretende, Nei e escritores (da mesma escola da razao que procura confundir a cultura ancestral) flexionam o termo bantu e outros, para banta mostra o desconhecimento da riqueza das linguas de seus ancestrais para revolucionar o pensar ocidental se ele soubesse que nas linguas africanas os nomes e adjetivos sao os mesmos para o feminino e masculino.
O termo bantu retrata de uma inclusao automatica do ser humano na ontologia africana. Essa dinamica devia se preservar se o problema nao fosse um mero ativismo das letras que nao respeita a parte intrinseca do termo. A cultura africana nao pode ser colocada na invisibilidade, e sim na interatividade das ciencias. Sao parte das marcas do humano. Palavra e principio; e a verdadeira bandeira pela qual tramita a soberania de um povo. Por isso, o enbraquecimento da razao sempre tentou travar a historia de muitos povos dessa forma fria e calculista.
O escritor nao e dono da verdade. A dinamica da lingua e dos falantes e nao a do escritor como Nei tentou forcar um pouso na discussao. Desse modo, o bom escritor nao escreve o que e sua propria intuicao, mais respeita e escreve o que lhe sugere a MEMORIA COLETIVA. Essa e a diferenca da intrepidez do escritor do progresso e da evolucao social.
Os pesquisadores/as afrodescendentes e africanos/as nao podem incorrer no erro de usar o termo bantu em funcao designativa do conjunto das familias africanas; tao pouco da divisao africana que teve lugar em Berlin 1884/85, a chamada partilha da Africa. Essas divisoes artificiais e termos provindos de perspectivas ocidentais; fizeram, dos escritos coloniais e aos seguidores de sua logica classificativa, escreverem a superioridade dos Yoruba em detrimento do pseudonimo bantu; a superioridade ambundu em relacao aos ovimbundu.
A nossa identidade deve partir do pressuposto de que somos nos mesmo os responsaveis dos nossos destinos. Cabe a nos a designacao do que somos e temos. Nao importa que alguem nos classifique disso e aquilo. Nos somos produtos de uma historia milenar. Por isso a que perguntar aos nossos antepassados como nos chamamos e quem somos nos na conjuntura com os outros. Isso e importante para definir nossa acao historica como agentes portadores de uma oralidade e de uma linguagem inteligivel.
Os termos que oferecem falsa unidade sao eivados de um historico que nos trata de pessoas de segunda categoria. As construcoes ocidentais estao cheias de perversao, antiguidades, preconceitos e mais valias. Assim se torna necessario sermos os donos da nossa historia. Temos que nos despojarmos das titulacoes que nos divide. Em uma palavra, os nomes e adjetivos devem ser criados por nos mesmos. Evitando, assim, que sejamos coisificados e domesticados/as por uma estranha nomenclatura que nao seja a nossa.Certamente a nossa identidade comeca nas minucias. Nao adianta pensar alto se a base nao estiver preparada. Nao adianta repetir ou emitir os mesmos erros e sim refletir profundamente as coisas e os pequenos detalhes. Ser inteligente nao significa uma engenhosidade espantosa, mas mensurar fatos e verifica-los para novas tomadas de decisoes e rumos. A volupia e a puberdade cientifica, produto da cega imitacao, podem ser fatais no nosso progresso. Precisamos caminhar com os nossos pes, e com os pes daqueles que se juntam na nossa luta. Nao importa quem eles sejam.
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