Nsamu
Mam´etu ria Nkisi Kavunjenan, do Rio de Janeiro, envia e-mail a Tata Katuvanjesi PDF Imprimir E-mail

Sacerdotisa do Inzo ia Nguzu ia Mukulundu Kavungu – Janeiro de 2010



Prezado Tat´etu Katuvanjesi


Quero deixar registrado minha felicidade em conhecer sua Inzo. Não só pela beleza do lugar, não uma beleza construída em mármores ou granitos, mas a beleza da natureza, a beleza do simples que se torna complexo quando se consegue enxergar através dos olhos da alma e perceber a força das divindades presentes em cada parte do lugar.

Fomos muito bem tratadas, tivemos uma recepção muito calorosa e alegre.

As pessoas que lá estavam, seus filhos e amigos, todos de uma educação ímpar e uma simpatia gritante.

Agradeço cada cantiga, cada gentileza, a forma como recebeu a mim e minhas makota, aos cuidados de todas as formas. O senhor é muito simpático e foi extremante cortês, além do que um anfitrião no sentido literal da palavra como poucos sacerdotes sabem ser.

Posso afirmar que estar no meio dos seus, foi um dos dias mais bonitos dentro de minha vida sacerdotal. Senti-me em paz, senti-me feliz ao ser abraçada por todos vocês, recebida em seu lugar sagrado na Kwa Dianda Nzo Ia Tumbansi Twa Nzambi Ngana Kavungu.

Cada conquista que Kavungu lhe “dê”, será sempre em recompensa a sua dedicação, e ele lhe trará de bom apenas, e sempre, o que o senhor merecer. Nunca se esqueça, nós, seus filhos inquietos, intrigantes e polêmicos podemos ser incompreendidos pela intensidade de sentimentos e velocidade nos pensamentos e atitudes pelos demais, mas Kav´ungu Náka Mabu Kaena! (Kav´ungu não tem defeitos!).

Gostaria de agradecer ao Dr. Sérgio, a todos os Tumbando, as Makota e ao Manganza que lá estavam, de todo coração, bem como a Muzenza de Kitembo pelo carinho e atenção dispensados a nós.

Desejo que sua viagem a Luanda seja proveitosa, que o senhor possa beber a “água da fonte” e trazer-nos mais um pouco de conhecimentos.

Ficamos esperando ansiosamente sua visita e dos seus filhos aqui na Inzo ia Nguzu ia Mukulundu Kavungu ainda neste ano de 2010 e que esta nossa visita à sua inzo tenha sido um início de longa amizade e que cada um de nós procure honrar a Bandeira da Nação Angola ao longo de sua jornada espiritual e façamos parte, como um grão de terra, de uma enorme rede de ligação espiritual, onde todos se voltem para a grandeza e para a elevação do ser humano, junto à natureza, uma vez que nada mais somos que pessoas que cultuam divindades ancestrais e sua ligação direta com a natureza e seu domínio sobre parte dela.

 
Mam`etu Kavunjenan é recebida com festa do Nzo Tumbansi PDF Imprimir E-mail

Dia 3 de janeiro de 2010 tivemos a honra e a satisfação de receber em visita de cortesia, no Nzo Tumbansi, sob a direção do Nganga Katuvanjesi, a ilustre Mam`etu acompanhada de duas Maakota, respectivamente Maritiza Neves - Kilondirá Lívia Faria - Luazi

Por volta de 12h00, Mam`etu e sua comitiva deram entrada no recinto do Nzo, recebidas a fogos de artifício e ao som de cânticos de Kavungu. Em seguida Tata Kiundundulu, professor doutor Sérgio Paulo Adolfo, Kisaba do Nzo Tumbansi, fez as honras da casa, dando-lhes às boas vindas oficiais.Também fez uso da palavra o Nganga Katuvanjesi, expressando sua alegria em ter uma irmã em visita a sua casa. Ofertou-lhe, como é tradição entre os povos bantu, um kezu em sinal de respeito e agradecimento.

Mam`etu tomou a palavra e fez os devidos agradecimentos, destacando sua satisfação em estar ali com suas Maakota num ambiente que prima pela aproximação cada vez maior de suas raízes afro-bantu.

Em seguida, cantou-se para Nsumbu, dançou-se em sua homenagem e deu-se por encerrada a cerimônia de boas vindas. Fomos todos, de forma descontraída e prazerosa sentarmo-nos à sombra do lado de fora da casa principal para uma conversa que teve como eixo principal, é claro, o candomblé de congo-angola.

Logo, fomos todos convocados para o almoço, em que foram servidas iguarias afro-baianas, muito elogiado por todos.

É assim, numa convivência de bem-viver, próprio dos afro-bantu e da linhagem do candomblé, passamos um dia inteiro. Na despedida, cantigas próprias em kikongo, e o acompanhamento até a partida de carro de nossas visitantes, com a promessa de que novos encontros como esse deverão acontecer.

 
Nzo Tumbansi encerra atividades de 2009 com júbilo PDF Imprimir E-mail



*por Tata Kiundundulu – Profº Drº Sérgio P. Adolfo, de Nzazi, Secretário de Comunicação Social, Imprensa e Divulgação


Como era previsto, dia 19 de dezembro aconteceu a Kizomba de encerramento das atividades sociais e religiosas do Nzo Tumbansi, localizado na Estrada de Itapecerica, 5205, Jardim Campestre, Itapecerica da Serra, região metropolitana sul da Grande São Paulo, sob o comando do Nganga Katuvanjesi, o jornalista baiano Walmir Damasceno.


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Uma casa de cultura e tradição afro bantu em plena selva-de-pedra PDF Imprimir E-mail


Terreiro de Candomblé Congo-Angola conserva e mantém cultura Ancestral Africana na Grande São Paulo

Inzo Ia Tumbansi Tua Nzambi Ngana Kavungu – denominação em lingua quicongo, umas das linguas faladas em Angola, Congo e Moçambique, e que quer dizer em português Casa Pedaço de Terra do Deus Senhor dos Mistérios, do panteão banto, dirigido e organizado por Tata Katuvanjesi - Walmir Damasceno, que é formado em Comunicação Social com especialização em jornalismo e jornalista de profissão, sacerdote de candomblé de matriz kongo-angola, e um dos mais respeitados sacerdotes de candomblé do Brasil.

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Comunidade bantu se prepara para gravação do CD Tumbansi PDF Imprimir E-mail

Comunidade bantu se prepara para gravação do CD Tumbansi

 

Todos os deuses da tradição kimbundu-kikongo, do denominado candomblé angola/congo, ganharão espaço e as devidas saudações de acordo com culto original, em um CD Tumbansi, da comunidade Inzo Ia Tumbansi Tua Nzambi Ngana Kavungu, uma das mais importantes e tradicionais casas de candomblé da região sudeste do Brasil, sediada no município de Itapecerica da Serra, grande São Paulo. O trabalho contará com a participação e colaboração do Tata Nlundi, renomado sacerdote e pesquisador dos cultos originais bantu provenientes de Angola e do Congo.


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