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Baiano do município de Barra do Rocha, região cacaueira do sul da Bahia foi iniciado no candomblé em 22 de setembro de 1974 no Terreiro Santa Luzia Tumbenci Filho, no bairro de boca do Rio, em Salvador...

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Lideranças de Povos Tradicionais de Terreiros discutiram iniciativas de Políticas Públicas no âmbito do Governo Federal em Brasilia

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República,  promoveu dias14 e 15), em Brasília, o Seminário Territórios das Matrizes Africanas no Brasil – Povos Tradicionais de Terreiro. Do encontro, focou a produção de um documento que subsidiará a elaboração de um plano integrado de atenção ao público alvo do debate. As atividades aconteceram no Campus Universitário Darcy Ribeiro, na Avenida L3 Norte, edifício Finatec – Asa Norte, coordenada pela professora e historiadora Silvany Euclênio, diretora de Programas da Secretaria de Comunidades Tradicionais da Seppir e contou com a presença da ministra, Luiza Bairros (foto com Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi),  que presidiu a abertura oficial do evento.


Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi, jornalista Walmir Damasceno, e a ministra chefe da Seppir, socióloga Luiza Bairros, na abertura do Seminário Nacional Territórios das Matrizes Africanas no Brasil – Povos Tradicionais de Terreiros, em Brasilia


 

Após a abertura, que contou com cânticos e louvações em diversas nações e línguas do candomblé, por lideranças de comunidades tradicionais de terreiros, em congo-angola, pelo Taata kwa Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, do Nzo Tumbansi, as autoridades governamentais e lideranças da sociedade civil participaram do painel “Povos tradicionais de matriz africana – território e identidade”. Em seguida, aconteceu uma mesa redonda sobre o tema: “Iniciativas de políticas públicas no âmbito do governo federal para os povos tradicionais de terreiro”. Para esse debate, foram convidados e estiveram presentes gestores da Seppir e dos Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social, da Cultura, da Fundação Cultural Palmares e da Secretaria de Direitos Humanos.


Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, quando era cumprimentado pela ministra Luiza Bairros, da Seppir

As lideranças tradicionais de terreiros de matrizes africanas se reuniram em grupos de trabalho e discutiram questões como meio ambiente, inclusão produtiva, economia solidária, segurança alimentar e nutricional; educação, cultura, identidade e território; comunicação e inclusão digital; saúde e seguridade social infraestrutura e habitação; gênero e juventude; inventário e mapeamento; e marco legal.


Ministra chefe da Seppir, socióloga Luiza Bairros, quando conversava com Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi, jornalista Walmir Damasceno na abertura do Seminário Nacional Territórios das Matrizes Africanas no Brasil – Povos Tradicionais de Terreiros, em Brasilia

Segundo a diretora de Programa da Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (Secomt), da Seppir, Silvany Euclênio, ao promover o seminário a Seppir cumpriu sua finalidade de articulação e monitoramento das ações de governo com foco nos povos tradicionais de matriz africana. “A expectativa é que esse diálogo contribuiu com subsídios e diretrizes para a elaboração de políticas públicas para os terreiros”, declarou a gestora.
O presidente do Conselho de Ministros do Instituto Latino-Americano de Tradições Afro-Bantu (ILABANTU), jornalista e sacerdote de Candomblé Congo/Angola, Walmir Damasceno (Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi), convidado pela Seppir, esteve em Brasília participando do Seminário Território das Matrizes Africanas no Brasil - Povos Tradicionais de Terreiro, promovido pela instituição do Governo Federal, também participou no final do mês passado, em S. Luis, no Maranhão, da I Oficina Nacional para a Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiro, promovida pelo Ministério da Cultura, e que contou com a presença da ministra Anna de Holanda na abertura.



Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, e a deputada federal Erika Kokay, PT/DF, líder da Frenta Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matrizes Africanas na Câmara Federal

O sacerdote, Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno usou a metáfora que era comumente usada pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva para dizer que “nunca na história desse país, o Governo tratou com tanta coerência e preocupação o povo de comunidades tradicionais de terreiros de matriz africana”.


Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi - Walmir Damasceno e a Koota Kidevolu, Celinha de Matamba, coordenadora nacional do Cenarab


Em Brasilia, quando desembarcou dia 13 de dezembro para o evento organizado e promovido pela Seppir, o líder do Nzo Tumbansi fez questão de repetir que “o chamamento feito aos povos de comunidades tradicionais de terreiros por parte do Ministério da Cultura e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, enquanto instituições de Governo se traduz na reparação de um erro histórico porque passam e ainda vivem as religiões de matrizes africanas, patrimônio genuinamente brasileiro”, afirmou referindo-se a Oficina realizada em S. Luis, de 27 a 30 de novembro, e o Seminário realizado pela Seppir, em Brasilia, de 14 e 15 de dezembro.


Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi - Walmir Damasceno, cantou e louvou em homenagem aos Bankisi junto a outras lideranças

Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno,do Nzo Tumbansi, além de participar do Seminário Territórios das Matrizes Africanas no Brasil – Povos Tradicionais de Terreiros, como convidado da Seppir, no final do evento aproveitou para cumprir uma intensa agenda na capital, Brasilia, e entre as diversas e variadas audiências e reuniões com autoridades do governo federal, esteve com o diretor de Fomento e Promoção do Patrimônio Afro Brasileiro da Fundação Cultural Palmares/MinC, Alexandro Reis; aproveitou o momento e discutiu com o Ouvidor Nacional da Seppir, advogado Carlos Alberto de Souza e Silva Junior, diversas e variadas questões relacionadas a Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matrizes Africanas no Estado de São Paulo objetivando a realização, na Capital paulista, de um Seminário para discussão da temática referente a intolerância religiosa e outros assuntos do interesse das comunidades tradicionais de terreiros. A data da realização do evento ainda será acertada com as autoridades e técnicos da Seppir.


Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi - Walmir Damasceno, do Nzo Tumbansi, e Taata Lubitu Koonmannanjy – Raimundo Nonato da Silva, presidente da Acbantu e importante liderança do candomblé congo-angola na Bahia; a koota Dijanganga, de Belo Horizonte/MG

Ainda em Brasilia Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi foi até a Conferência Nacional de Mulheres, realizada no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, e no Hotel St. Peter, no setor hoteleiro sul de Brasilia, onde ficou hospedado, reuniu-se com o Taata Lubitu Koonmannanjy – Raimundo Nonato da Silva, presidente da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu - Acbantu, sediada em Salvador, e importante liderança do candomblé congo-angola na Bahia; a koota Dijanganga, de Belo Horizonte/MG, e também com a koota Kidevolu, Celinha de Matamba, coordenadora nacional do CENARAB, sediado em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, além de encontro com o deputado estadual Bira Corôa, do PT da Bahia e com a deputada federal Erika Kokay, presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matrizes Africanas, do PT do Distrito Federal, bem assim, com o deputado federal Paulo Teixeira, líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados.


Plenária com as  lideranças de comunidades tradicionais de terreiros de matriz africana, com destaque para Taata Koonmannanjy, muzenza Kitanji , Oga José Marmo e outros
Em seguida teve diversos encontros amistosos com lideranças de comunidades tradicionais de terreiros de matrizes africanas das principais capitais e cidades brasileiras.


Makota Kizandembu Kiamaza, líder de comunidade tradicional de terreiro matriz bantu de MG que participou do Seminário

 

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